Projeto Balder


27/02/2008




quando vestida,
te encontro nua
na sombra amarrada ao meu corpo

Escrito por marcelo nietzsche às 00h24
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10/02/2008


MINHA POESIA É UM PÉ


Minha poesia é um pé no que se conforma
Minha poesia é um pé que não se conforma
Minha poesia é um pé no conformismo
Minha poesia é um pé no que se forma
Minha poesia é um pé que deforma
Minha poesia é um pé no intelectualismo
Minha poesia é um pé dando rasteira na estupidez
Minha poesia é um pé no alívio que a poesia dá
Minha poesia é um pé nos ouvidos surdos
Minha poesia é um pé no estômago do pop
Minha poesia é um pé pop que ouve jazz, erudito e rock
Minha poesia é um pé que dança valsa
Minha poesia é um pé não sabe dançar valsa
Minha poesia é um pé que não reconhece a minha bronquite
Minha poesia é um pé que caminha sozinho
Minha poesia é um pé que caminha acompanhando o outro pé
Minha poesia é um pé pisa na bosta dos cachorros e homens pelas ruas
Minha poesia é um pé que se limpa nos capachos das certezas covardes
Minha poesia é um pé subindo as escadas que descem
Minha poesia é um pé na negação que afirma
Minha poesia é um pé na afirmação que nega
Minha poesia é um pé na nega maluca das histórias
Minha poesia é um pé na ilusão do mundo
Minha poesia é um pé na crença do caos
Minha poesia é um pé na bunda do perfeccionismo
Minha poesia é um pé no interruptor da casa do horror
Minha poesia é um pé no beija-flor que não me deixa dormir
Minha poesia é um pé tropeçando nos crânios da trilha
Minha poesia é um pé gargalhando da topada
Minha poesia é um pé no espelho do egocentrismo
Minha poesia é um pé segurando a porta pros vendedores
Minha poesia é um pé na porta
Minha poesia é um pé no sofrimento
Minha poesia é um pé no gesso da história
Minha poesia é um pé esmagado as convicções
Minha poesia é um pé que trilha convicções
Minha poesia é um pé na orelha da violência
Minha poesia é um pé no intestino dos que não batalham
Minha poesia é um pé na rua da feliz melancolia
Minha poesia é um pé que acena adeus para as instituições
Minha poesia é um pé que se espalda na chuva
Minha poesia é um pé que não acredita na frieira
Minha poesia é um pé que não acredita na inocência
Minha poesia é um pé que não acredita no pré-estabelecido
Minha poesia é um pé que não acredita em estruturas além do homem
Minha poesia é um pé que não acredita em sociedades superiores
Minha poesia é um pé que não acredita em nada que se possa acreditar
Minha poesia é um pé que não acredita no verbo acreditar e sua negação
Minha poesia é um pé Minha poesia é um pé
Minha poesia é um pé ... no saco




(Um diálogo com o Umbigo de Behr?)

Escrito por marcelo nietzsche às 17h08
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BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, Homem, de 36 a 45 anos, Bengali; Bangla, Tibetan, Livros, Gastronomia

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