Projeto Balder


16/05/2011


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Escrito por marcelo nietzsche às 21h21
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26/02/2011


Homem Graveto

 

 

Escrito por marcelo nietzsche às 21h49
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17/12/2009


Estava escrevendo uma trilogia humorística sobre o umbigo:

"distante do umbigo

tudo parece

um desabrigo"

 

"o que não for meu umbigo

com certeza

não é amigo"

 

"um sonho antigo

poder desaparecer

no meu umbigo"

 


 

Aí reparei ... o que é uma letra? Uma declaração de amor:

 

"um sonho antigo

poder desaparecer

no teu umbigo"

Escrito por marcelo nietzsche às 18h40
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04/11/2009


Palmeiras em Itacuruça

Escrito por marcelo nietzsche às 14h54
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26/08/2009


Ciclo

O molar solitário de uma prostituta
que morrera no anonimato
tinha uma aplicação de ouro.
Os restantes, como por mudo acordo tácito,
tinham caído.
O funcionário da morgue arrancou-o,
pô-lo no prego e foi dançar.
É que, dizia ele,
só o que é terra à terra deve voltar.


Gottfried Benn (1912)

(tradução de João Barrento)

Escrito por marcelo nietzsche às 00h22
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22/08/2009


ONTEM COMECEI
A matar-te meu amor
Agora amo
O teu cadáver
Quando eu estiver morto
O meu pó gritará por ti

 

Heiner Müller

Escrito por marcelo nietzsche às 10h41
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16/08/2009


o pior cego

é o que não quer ouvir

Escrito por marcelo nietzsche às 01h42
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03/01/2009


de quatro, no chão

a outra face do homem

come direto do prato

Escrito por marcelo nietzsche às 01h11
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05/04/2008



as coisa são ...
começo, meio
... enfim

Escrito por marcelo nietzsche às 11h21
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24/03/2008


Resposta a Leminski


nunca cometo o mesmo erro
repito uma duas três
quantas vezes for
até provar para ele
que o erro
sou eu

Escrito por marcelo nietzsche às 11h51
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27/02/2008




quando vestida,
te encontro nua
na sombra amarrada ao meu corpo

Escrito por marcelo nietzsche às 00h24
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10/02/2008


MINHA POESIA É UM PÉ


Minha poesia é um pé no que se conforma
Minha poesia é um pé que não se conforma
Minha poesia é um pé no conformismo
Minha poesia é um pé no que se forma
Minha poesia é um pé que deforma
Minha poesia é um pé no intelectualismo
Minha poesia é um pé dando rasteira na estupidez
Minha poesia é um pé no alívio que a poesia dá
Minha poesia é um pé nos ouvidos surdos
Minha poesia é um pé no estômago do pop
Minha poesia é um pé pop que ouve jazz, erudito e rock
Minha poesia é um pé que dança valsa
Minha poesia é um pé não sabe dançar valsa
Minha poesia é um pé que não reconhece a minha bronquite
Minha poesia é um pé que caminha sozinho
Minha poesia é um pé que caminha acompanhando o outro pé
Minha poesia é um pé pisa na bosta dos cachorros e homens pelas ruas
Minha poesia é um pé que se limpa nos capachos das certezas covardes
Minha poesia é um pé subindo as escadas que descem
Minha poesia é um pé na negação que afirma
Minha poesia é um pé na afirmação que nega
Minha poesia é um pé na nega maluca das histórias
Minha poesia é um pé na ilusão do mundo
Minha poesia é um pé na crença do caos
Minha poesia é um pé na bunda do perfeccionismo
Minha poesia é um pé no interruptor da casa do horror
Minha poesia é um pé no beija-flor que não me deixa dormir
Minha poesia é um pé tropeçando nos crânios da trilha
Minha poesia é um pé gargalhando da topada
Minha poesia é um pé no espelho do egocentrismo
Minha poesia é um pé segurando a porta pros vendedores
Minha poesia é um pé na porta
Minha poesia é um pé no sofrimento
Minha poesia é um pé no gesso da história
Minha poesia é um pé esmagado as convicções
Minha poesia é um pé que trilha convicções
Minha poesia é um pé na orelha da violência
Minha poesia é um pé no intestino dos que não batalham
Minha poesia é um pé na rua da feliz melancolia
Minha poesia é um pé que acena adeus para as instituições
Minha poesia é um pé que se espalda na chuva
Minha poesia é um pé que não acredita na frieira
Minha poesia é um pé que não acredita na inocência
Minha poesia é um pé que não acredita no pré-estabelecido
Minha poesia é um pé que não acredita em estruturas além do homem
Minha poesia é um pé que não acredita em sociedades superiores
Minha poesia é um pé que não acredita em nada que se possa acreditar
Minha poesia é um pé que não acredita no verbo acreditar e sua negação
Minha poesia é um pé Minha poesia é um pé
Minha poesia é um pé ... no saco




(Um diálogo com o Umbigo de Behr?)

Escrito por marcelo nietzsche às 17h08
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29/01/2008


DIÁLOGO DE POETAS

"Meu maior sonho
é ser um pesadelo"
Nicolas Behr

"Meu pior pesadelo
é ser um sonho"
Marcelo Nietzsche

Escrito por marcelo nietzsche às 01h14
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12/12/2007


O livro Cadernos do Beco pode ser encontrado na livraria Folha Seca.
Rua do Ouvidor 37, Centro, Rio de Janeiro, RJ.

Escrito por marcelo nietzsche às 23h01
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01/12/2007


a distância do soco
na medida da palavra
é a visão
de quem não vê além

Escrito por marcelo nietzsche às 02h02
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BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, Homem, de 36 a 45 anos, Bengali; Bangla, Tibetan, Livros, Gastronomia

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